As quatro grandes descobertas chinesas
Igor de Benedetto e Silva
Pode-se dizer que nos tempos de hoje a China é o país que mais chama a atenção no mundo, por diversos fatores, como o vigoroso e persistente crescimento econômico, população, história, cultura e política.
A China é o país que possui a maior população do mundo. Se você é terráqueo, então você tem uma chance em seis de ser chinês, lembrando que existem centenas de nacionalidades. Se você é extraterrestre e quer entrar em contato com os habitantes do Planeta Terra, então é aconselhável que você seja fluente em mandarim, pois é o idioma que mais falado no mundo, dentre as centenas de idiomas e dialetos que os seres humanos proferem.
Habitualmente, quando pensamos em China, além do crescimento econômico, logo trazemos à mente a arquitetura característica, costumes alimentares estranhos aos padrões ocidentais, artes marciais e, principalmente, a cor vermelha.
De todo modo, engana-se aquele que acredita que os padrões ocidentais estão distantes dos padrões chineses, pois ao menos quatro grandes invenções chinesas fazem parte da vida de qualquer terráqueo e, mais, ainda são indispensáveis:
Pólvora
A expressão é clássica, quando nos referimos a alguém que falou algo óbvio: “descobriu a pólvora!”. Se falarmos ao chinês que a descobriu, a frase não se aplicaria.
Certo dia, um médico-farmacêutico buscava uma fórmula para cura de enfermidades diversas e misturou enxofre, salitre e carvão (alguém se habilita a testar este remédio?) mas, durante os testes, descobriu que esta mistura ocasionava explosões e, assim, a pólvora foi descoberta, sendo imediatamente aplicada para fins militares.
Esta descoberta permitiu aos militares chineses inventarem minas, canhões e até foguetes, ainda em tempos muito antigos. Além disso, em épocas de festa, a pólvora era utilizada em shows pirotécnicos, por exemplo.
No século VIII, a pólvora foi apresentada ao mundo árabe e, na sequência, aos europeus, sendo então difundida em todo o planeta.
Imprensa
Em todas as escolas do ocidente, os alunos aprendem que o grande inventor da imprensa foi Gutenberg, na Europa do século XV, e que antes os livros eram todos copiados, longa e vagarosamente, porém este cenário não é completamente verdadeiro: a imprensa já existia a 400 anos na China, quando foi “inventada” por Gutenberg.
A imprensa chinesa foi inventada durante a dinastia Song Setentrional por Bi Sheng, que era artesão de uma fábrica de livros em Hangzhou.
O processo era muito simples, sendo que Bi Sheng entalhou caracteres em blocos constituídos de barro, sendo que as folhas eram impressas por meio de tipos móveis que eram montados de acordo com o texto.
O método de Bi Sheng foi tão importante que foi difundido por toda a Ásia, em países como a Coréia, Vietnã e o próprio Japão.
Bússola
A bússola é talvez o mais importante instrumento de referência e navegação do mundo, utilizado sobretudo em aviões, navios e automóveis.
Imaginem-se a bordo de um avião em alto mar, com céu nublado e sem nenhum ponto visível na superfície. Imaginem, também, que este avião não possui bússola. Vocês gostariam de estar neste aparelho?
Há mais de 2000 anos, tal dispositivo foi inventado na China, sendo que eram utilizadas rochas magnetizadas para determinar as direções norte e sul.
No ocidente só foi introduzida a partir do século XIII.
Papel
Encerrando esta enumeração de invenções Chinesas que se propagaram mundo afora, temos o papel, inventado durante a dinastia Han Oriental por Cai Lun, funcionário imperial
O papel substituiu uma tela feita de cânhamo, trapos e rede de pesca, que era muito grosseira e difícil de ser utilizada que até então era utilizada.
Na Europa, esta preciosa invenção só chegou no século XII, sendo que até então existiam diversas soluções, a partir de trapos, capim, cânhamo, entre outros.
Percebemos, enfim, que toda esta evidência da China não é em vão. O país da bandeira vermelha continuará influenciando o mundo, pois não se trata de algum imediatismo qualquer, mas sim, de uma constante milenar apenas pouco observada.
Assim sendo, podemos dizer que será indispensável aos terráqueos não-chineses o conhecimento sobre o idioma, costumes e idéias deste país, para não ficarem para trás.